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28/07/2010
A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) deverá abrir processo de concessão pública para administração dos cemitérios públicos da cidade.  Embora a proposta seja apontada como a solução para amenizar as condições precárias de funcionamento e estado dos equipamentos, a terceirização da gestão ainda não tem data para acontecer. A indefinição se dá em virtude da dependência dos gestores municipais em encontrar grupos privados interessados a assumir tal tarefa.

Segundo o secretário-adjunto de Operação da Semsur, Flávio Fonseca, empresas potiguares – como o Grupo Villa - foram procuradas mas não se dispuseram a apresentar proposta. A Secretaria aguarda a conclusão de estudo realizado por um grupo de consultores paulistas para apontar as deficiências e intervenções necessárias. Isto porque, embora reconheça a existência de inúmeras deficiências, a Prefeitura desconhece a real situação que se encontram os equipamentos. O relatório final deverá nortear o processo de concessão. “Não há como prever prazos e custos antes do estudo ser concluído”, disse. O estudo ainda está na fase de visitas aos cemitérios.

Para solucionar a carência de espaço para sepultar os mortos, a Secretaria estabeleceu como responsabilidade do Município o uso de jazigos, em caso de renúncia do direito de posse, domínio ou propriedades de áreas e túmulos nos cemitérios públicos da capital. A determinação obedece a portaria 006/2010, publicada no Diário Oficial do Município, no dia 23 de maio. A medida se aplica aos casos de retirada dos restos mortais e desocupação dos espaços. Para isso, a Semsur deverá notificar proprietários a se apresentar. Não há dados em relação ao número de jazigos em situação de renúncia. “A secretaria fará um levantamento para identificar os donos e chamar para uma conversa, não é o caso de simplesmente perder um direito”, explica Fonseca. As consultas ainda não têm previsão para ocorrer.

Desde o último dia 24, somente empresas cadastradas junto ao órgão podem fazer reformas e construção de túmulos nos logradouros. O cadastramento obedece a  portaria 005/2010, publicada na mesma edição do DOM, que deu prazo de 30 dias para a regularização dos  prestadores de serviços. “Estas construções devem estar de acordo com as normas técnicas e ambientais, quanto à impermeabilização e  dimensões. A portaria veio garantir esta segurança, uma vez que os serviços passam a ser feitos somente por empresas habilitadas”. Fonseca não detinha o número e dados das empresas catalogadas.

Situação nos cemitérios está um caos
Nos cemitérios do Bom Pastor I e II, a situação continua a mesma verificada há cerca de 15 dias quando a reportagem da TN esteve no local. Túmulos quebrados, peças saqueadas, caixões e ossos expostos são facilmente encontrados em quase toda a extensão do campo santo, onde cerca de dez mil corpos estão sepultados. Outro problema verificado são os usuários de drogas que povoam boa parte do cemitério Bom Pastor I.

Paralelo a isso, servidores terceirizados responsáveis pela limpeza estão há dois meses sem receber os salários. Segundo um dos trabalhadores que preferiu não se identificar, sequer o reajuste do salário mínimo foi repassado até o mês de abril. “Estamos em uma situação difícil, com contas acumulando e trabalhando nestas condições. Arriscando inclusive nossas vidas”, lamenta o gari.

Fonte: Tribuna do Norte
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