As pessoas que se preocupam com o meio ambiente durante a vida
brevemente poderão continuar sendo "verdes" também depois da morte.
Engenheiros europeus desenvolveram dois métodos inusitados de
eliminação do corpo: o primeiro é um método de cremação de baixa
temperatura, e o segundo é um método mais ecológico do que o tradicional
enterro, transformando rapidamente o corpo em uma espécie de adubo.
As duas técnicas foram publicadas nesta semana na revista da American
Chemical Society, dos Estados Unidos.
Preocupações fúnebres A editora da revista, Sarah Everts, comenta o artigo, afirmando que
as pessoas ambientalmente conscientes têm várias preocupações sobre a
cremação e as práticas do enterro.
A alta temperatura da cremação queima muito combustível e emite
dióxido de carbono na atmosfera, o principal gás de efeito estufa. A
cremação também libera no ar o mercúrio das obturações dentárias do
finado.
Outros, prossegue Everts, temem que o formaldeído e outras
substâncias tóxicas que as funerárias usam para preparar os corpos para o
enterro possam "acabar contaminando o ambiente ao redor dos cemitérios"
(sic).
Cremação de baixa temperatura As novas técnicas já estão sendo lançadas empresarialmente na Europa e
nos Estados Unidos.
A cremação de baixa temperatura substitui a queima do combustível e o
calor por uma substância alcalina altamente corrosiva, que literalmente
dilui o corpo.
Como a temperatura utilizada neste novo processo é 80 por cento menor
do que a temperatura da cremação padrão, o processo usa menos energia e
produz menos emissões de dióxido de carbono.
Compostagem póstuma O outro método, que substitui o enterro tradicional, faz uma espécie
de compostagem do cadáver. O processo começa com o congelamento do corpo
em nitrogênio líquido, quebrando-o em pedaços menores.
A seguir, os restos são secos por um processo chamado liofilização,
por meio do qual a água congelada sublima-se, passando diretamente da
fase sólida para gasosa.
Finalmente, o que sobrou é colocado dentro de um caixão biodegradável
para o enterro, e o ambientalista liofilizado pode descansar duplamente
em paz - consigo e com o meio ambiente. Fonte: inovacotecnologica.com.br
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