| 25/02/2010 |
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A polícia de Bruxelas prendeu uma
quadrilha formada por motoristas de ambulância acusados de roubar
objetos pessoais de cadáveres que deveriam transportar para institutos
de perícia ou para funerárias.
A quadrilha, formada por sete motoristas, teria roubado ao menos
19 objetos, entre joias, cartões bancários e telefones celular, de 14
mortos em um intervalo de 13 meses.
O caso começou a ser investigado em 2005, quando a esposa de um
falecido percebeu que a moto de seu marido tinha desaparecido da garagem
onde estava guardada logo após sua morte.
De acordo com a promotoria de Bruxelas, os acusados teriam
pegado as chaves do veículo do bolso da vítima ao levar seu corpo ao
instituto médico legal e retornado à garagem, onde o homem faleceu, para
roubar sua moto.
Eles teriam levado, ao mesmo tempo, a aliança, o relógio e o
capacete do falecido, segundo contou sua esposa ao canal de televisão
belga RTL.
Os motoristas - seis homens e uma mulher com idades de entre 21 e
35 anos, todos empregados da companhia Medical Assistance - admitiram
sua participação na maior parte dos casos nos quais são acusados e
disseram que faziam isso porque se consideravam mal remunerados.
"Era para alimentar minha família. Com o que nos pagavam, essa
era a única solução", disse ao jornal La Dernier Heure um dos detidos,
que recebia 7,61 euros (R$ 18) por hora de trabalho.
O grupo enfrentará sete acusações, entre elas as de roubo
doméstico, fraude informática e abuso de confiança, mas a promotoria não
divulgou qual poderá ser a pena para os que forem considerados
culpados.
Fonte: BBC Brasil
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